quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Entenda por que é necessário proteger as informações da sua empresa


De furto manual de documentos até sofisticadas fraudes online, roubos de informações podem deixar a vida da empresa por um fio


Informação é um ativo vital para a empresa. Não apenas por seu potencial de subsidiar a tomada de decisões estratégicas, mas pelo valor que ela pode ter no mercado negro. A espionagem corporativa é uma realidade e pode se dar de diferentes maneiras, desde uma fotografia de um documento sigiloso até invasões de sistemas digitais e truques de engenharia social. Um estudo da consultoria PwC mostra que 32% das empresas brasileiras já sofreram com ações de cibercriminosos.
As repercussões de uma informação valiosa nas mãos erradas são imprevisíveis: vão desde um pequeno incômodo ou uma profunda crise. "Se pegarmos o caso de uma startup ou de uma empresa de médio porte que esteja lançando um serviço ou produto inédito, um roubo de informações pode, sim, custar sua consolidação ou até seu futuro", acredita Laurent Serafini, especialista em engenharia de segurança e sócio-diretor da Velours International.
Para ele, embora essa seja uma ameaça iminente, poucas empresas se protegem adequadamente em relação às suas informações. Em muitos casos não é necessário sequer um código complexo para invadir um sistema: basta levar um funcionário a clicar em algum link suspeito ou baixar um aplicativo falso para conseguir acesso privilegiado. "É importante que as empresas compreendam que o pensamento não deve ser o de 'se a crise vai acontecer', mas, sim, o de 'quando a crise vai acontecer' e se prepararem para isso", diz.
Confira abaixo a entrevista completa.
A segurança das informações é um tema que tem ganhado destaque nos últimos meses, principalmente agora, após a sanção das leis Carolina Dieckmann e Azeredo. Mas a segurança corporativa é ainda mais crítica, já que o vazamento de informações pode significar a falência. Quais são as maiores falhas das empresas brasileiras nesse sentido?
Atualmente, o Brasil é o terceiro país mais afetado por atividade ilegal na internet (segundo pesquisa realizada pela Norton/Symantec), com o custo do cibercrime chegando a R$ 16 bilhões anuais, ficando atrás apenas de China (R$ 92 bilhões) e EUA (R$ 42 bilhões). Especialistas podem ser contratados por menos de U$ 400 dólares por dia para realizarem ataques pela internet. Outros dados, da empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), apontam que apenas o cibercrime atinge hoje 32% das empresas brasileiras, superando problemas como corrupção e suborno.
vírus
(imagem: Thinkstock)

Se pegarmos o caso de uma startup – ou seja, uma empresa que está nascendo e, portanto, lutando para conquistar seu espaço e crescimento – ou de uma empresa de médio porte que esteja lançando um serviço ou produto inédito, um roubo de informações pode, sim, custar sua consolidação ou até seu futuro. Na França, uma pesquisa revelou que metade das pequenas e médias empresas vítimas de roubo de informações pediu falência dois ou três anos depois do ocorrido.
Mais de 70% das empresas brasileiras ainda não contam com um sistema de segurança adaptado, e mesmo as que o possuem, focam apenas na proteção contra hackers ou crackers, sendo que boa parte desses crimes não exige tecnologia avançada e acontecem por falhas humanas na preservação de dados sigilosos.
Como exemplo, temos o picote ou até descarte errado de documentos, postagens de informações em redes sociais ou revelação de dados sigilosos a golpistas que usam de táticas como abuso de confiança, psicologia, manipulação ou identidade falsa, para obter de atendentes, secretárias e até porteiros, dados preciosos (até mesmo bancários) da empresa, sem que estes percebam.
Uma modalidade de fraude quase esquecida pelos empresários, mas ainda existente é a velha técnica manual de roubo de documentos e materiais. Uma Xerox, uma foto com o celular, o uso de um pen drive, são técnicas reais bastante utilizadas pelos golpistas neste sentido.
É importante que as empresas compreendam que o pensamento não deve ser o de 'se a crise vai acontecer', mas, sim, o de 'quando a crise vai acontecer' e se prepararem para isso.
O gerenciamento de riscos é algo subestimado, já que o objetivo não é gerar lucros imediatos e sim evitar as perdas e danos à empresa?
Muitas empresas fazem o mínimo, ou seja, preocupam-se com segurança patrimonial pensando que nada vai acontecer, que o risco ligado, por exemplo, à perda de informações ou à imagem da empresa não são reais, e essa é a principal fraqueza. Aceitar a existência dos riscos (que é uma essência do empreendedorismo) é já lutar contra eles.
Hoje, dentro de um mundo com forte concorrência, a busca da informação estratégica é forte. Se precaver e evitar invasões, perda de dados, espionagem, e ter um plano de continuidade de atividade é um investimento alto sim, mas tem um motivo fundamental: ajudar a empresa a não perder seus valores ou até a continuar a existir. Tentando economizar alguns reais, a empresa corre um risco fatal.
Além disso, a concorrência acentuada impõe que várias empresas se lancem em mercados difíceis, em zonas complexas, que aumentam os fatores de riscos. A gestão de riscos é prever o pior e se preparar devidamente para enfrentá-lo da melhor forma possível.
Estudos da Escola Central de Paris (renomada escola francesa de engenharia) demonstra que, para cada euro investido, sete euros são poupados durante uma crise, transformando o investimento em lucro.
Estar preparados impede despesas maiores com ações corretivas. Temos casos concretos no Brasil de clientes que já estão na fase de "apagar incêndio", que gastam mais dinheiro em segurança do que ganham com os negócios. Isso não é viável.
As empresas têm que entender que, hoje em dia, a segurança é um investimento normal e fixo das corporações, elas precisam disso para funcionar, e mais ainda no dia em que estiverem confrontadas com uma situação grave.
Imagine uma empresa que consegue manter um nível de atividade bom mesmo durante uma crise forte, que atinge, inclusive, seus concorrentes. Ela vai se destacar e ganhar mercado.
Os ataques de criminosos virtuais contra empresas têm se tornado mais constantes e sofisticados no Brasil. Mas no final, é o fator humano que mais proporciona brechas, principalmente com o aumento no uso de dispositivos pessoais no trabalho. Como lidar com esse problema, que é predominantemente subjetivo?
A prioridade é a formação. Estamos ministrando muitas palestras e cursos para que as empresas possam investir em treinamentos de seus funcionários.
É fundamental ensinar aos colaboradores os riscos que eles podem trazer à empresa pelo uso de redes sociais (particulares ou profissionais) e pelos seus comportamentos. Os protocolos podem ser bons, mas de fato se o colaborador não os respeita, acabam se tornando ineficientes. A formação é, então, a base da solução.
O crime organizado tem se especializado em se aproveitar dessas falhas com técnicas especificas, como as do Social Engineering que, nas palestras aos nossos clientes, demonstramos, na prática, como acontece.
Mostramos como é fácil manipular uma pessoa dentro de uma empresa, conseguir dados normalmente confidenciais, desestabilizar um executivo ou cometer uma fraude. Em um exemplo concreto e gravado, conseguimos, em 37 minutos, identificar a estrutura financeira de uma multinacional no Brasil, manipular uma secretária, e conseguir os dados bancários para fazer uma transferência e cometer uma fraude. Nosso investimento: muito pouco tempo, um computador, algumas ferramentas públicas de pesquisa na internet e um telefone celular básico comprado na Rua 25 de março. É claro que isso foi feito apenas como demonstração do que pode acontecer nesse universo de fraudes corporativas e quão rápido elas acontecem.
Internamente, as empresas têm que definir os protocolos específicos de acesso às informações e dados sigilosos. Esses protocolos devem ser elaborados nos planos gerais de segurança da empresa: quem tem acesso a que, quem pode olhar ou alterar documentos específicos, qual é a hierarquia em caso de problemas na empresa etc.
Sem esses dois fundamentos (treinamento e organização), as empresas correm sérios riscos. O que notamos no Brasil é que devido a um crescimento demasiado rápido, muitas empresas ainda não se prepararam e se adaptaram. Como consequência, são alvos da criminalidade.
O panorama no Brasil é bem diferente da França, principalmente por conta das diferenças na maneira como se encara a segurança da informação e a proteção contra cibercrimes. Enquanto a França, assim como boa parte dos países europeus, é mais severa, no Brasil há apenas algumas semanas foram aprovadas leis contra cibercrimes. Como a Velours, que atua nos dois países lida com essa diferença?
A gente tem que ter o conhecimento desses riscos.
Temos uma parte importante de pedagogia para que as empresas possam entender os verdadeiros riscos aos quais elas estão expostas.
Para reforçar e dar ênfase a esse fundamento, realizamos muitos treinamentos com casos concretos e atuais que participamos (na França ou aqui). Mostramos como o crime pode agir e manipular as pessoas em todos os níveis (da secretária ao presidente) para obter informações sigilosas.
Esses casos exemplares chocam o público. Mostramos como o crime organizado ou um concorrente podem atuar de várias maneiras, com telefonemas, correio, internet, hacking, encontros físicos provocados, misturando técnicas simples ou mais complexas. Trabalhamos com casos que, infelizmente, não são filmes, são realidades.
E temos uma gradação nos treinamentos, com níveis diferentes, no qual falamos de várias temáticas e para públicos diferentes. Não falamos e mostramos a mesma coisa para uma assistente ou para um alto executivo, evidentemente.
Uma vez feita essa primeira parte, podemos então atuar de forma mais direta sobre alguns cargos estratégicos das empresas, ensinando-lhes como se proteger e até como ser "ofensivos". Pensamos a proteção da informação, mas também como recolher informações de forma totalmente legal.
Neste caso, entramos na fase que chamamos de inteligência econômica ou estratégica. São riscos e oportunidades. Temos a proteção da informação e também como recolher e até difundir a informação, por exemplo, com o que chamamos de comunicação viral que pode mudar completamente a imagem de uma empresa no mundo dos negócios.
No Brasil, uma lei que saiu recentemente, trouxe um avanço. Só que, concretamente, as penas previstas são pouco severas e não vão ser cumpridas. Com certeza acontecerão alterações em breve.
Fonte: http://www.administradores.com.br/

terça-feira, 13 de setembro de 2016

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domingo, 10 de julho de 2016

Internet na campanha eleitoral 2016

Internet na campanha eleitoral 2016

Reforma Política


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Com a Reforma Política, estamos diante de uma nova forma de se fazer campanha. As alterações no Código Eleitoral, naLei das Eleicoes (Lei 9.504/97) e na Lei dos Partidos Políticos(Lei 9.096/95) implicam em certa limitação na propaganda eleitoral de rua (as placas diminuíram de tamanho para 0,5 metro quadrado e só são admitidas em papel ou adesivo, cavaletes e bonecos estão proibidos, veículos não poderão mais ser envelopados); nos gastos de campanha (o teto dos gastos limitado a 70% da eleição anterior); na montagem de chapas, (partidos e coligações podem lançar chapas com 150% do número de vagas; em municípios com até 100 mil eleitores, só as coligações podem lançar 200% das cadeiras) e na contagem de votos (além de o partido ter que alcançar o quociente eleitoral, o candidato só ocupa a cadeira se tiver votos de no mínimo 10% do quociente eleitoral); encurtamento do prazo de campanha eleitoral (para 45 dias).
Com isso, o candidato de 2016 tem que pensar numa nova forma de fazer política. Campanhas cheias de santinhos, placas, carros de som, carros envelopados, comícios, TV e rádio, são coisas do passado.
O que temos pela frente é uma campanha que deverá cativar a atenção do eleitor por meios muito mais ágeis e baratos: postura séria e uso da internet.
Sim, dirigentes e candidatos, é preciso mudar o foco. A propaganda eleitoral começa só em 16 de agosto/2016, e somente a partir de então pode-se pedir votos, utilizar números de campanha, fazer materiais gráficos (santinhos, adesivos, etc). Mas desde já a internet é um campo vasto para iniciar o processo de cativar a atenção do eleitor.
Desde que não haja pedido de voto, nem menção à número de candidatura, é possível utilizar Youtube, Facebook, Whatssap, Linkedin, Twitter, enfim, redes sociais, para criar oportunidades de alcançar pessoas e mostrar posicionamento político-econômico-social.
Assim, é permitido, em redes sociais, e de forma gratuita, manifestar o pensamento político, opinar sobre questões relevantes da política de seu Município, Estado ou País, afirmar que pretende ser candidato (não confundir manifestação de pretensa candidatura com afirmação de que é candidato, e nunca pedir voto). É permitido criar um blog e através dele escrever artigos, miniartigos, opiniões, e postar os links no Facebook. É permitido criar um canal no Youtube, gravar selfies (mini-vídeos) manifestando-se sobre questões relevantes de política, economia, saúde, educação, mostrando as bandeiras que defende em prol da população, projetos, ideias, críticas respeitosas e construtivas, carregando-os no Youtube e depois postando links no Facebook.
Faça de seu Facebook um local de convergência de suas ações; participe de reuniões comunitárias e partidárias e mantenha sua página atualizada; opine, manifeste por meio de textos e mini-vídeos suas opiniões; mostre as bandeiras nas quais trabalha ou que quer vir a trabalhar (saúde, educação, emprego, segurança, etc) e elabore uma postura em torno disso. Começando desde já, pode-se alcançar um grande número de pessoas gratuitamente e de forma rápida, tornando-se um pré-candidato conhecido e respeitado pelos seus seguidores.
Vale frisar: pré-campanha não autoriza que se faça um banner com a afirmação “SOU PRÉ-CANDIDATO” e publique nas redes sociais ou em seu Blog. Pré-candidatura é manifestação de ideias, projetos, opiniões mediante textos, entrevistas e até vídeo-selfies, mas de forma cuidadosa. Exemplificando: faça um texto ou grave um vídeo-selfie opinando sobre questões relevantes, ou apresentando ideias, e no final utilize “pretendo ser candidato”.
Valem algumas dicas:
· Não diga que é candidato. Diga que é pré-candidato;
· Não crie banners de pré-candidatura para postagem na internet;
· Não peça votos;
· Em suas manifestações na internet, não faça menção a futuro número de campanha, nem número do partido;
· Não faça, nem distribua, materiais gráficos de qualquer natureza;
· Se for fazer vídeo-selfies, prepare o texto antes, poucas linhas; não improvise se estiver inseguro, treine antes e grave um vídeo que passe sua mensagem de forma clara e rápida; grave vídeos curtos, mas que mostrem seu posicionamento e as bandeiras que defende. Sugestão de temas: corrupção, problemas sociais, formas de enfrentá-los, ideias para solução de problemas específicos de sua cidade. No final pode dizer “pretendo ser candidato”.
· Poste em seu Facebook e em seus grupos de WhatsApp fotos de reuniões comunitárias e partidárias das quais participa, com um texto curto identificando de que se trata, mostrando sua atuação ativa junto à sociedade e junto à vida partidária. No final do texto, pode dizer “pretendo ser candidato”.
· Escreva mini-artigos, pequenos textos que demonstrem seu posicionamento, eventuais ideias para problemas pontuais que vão de encontro ao interesse das pessoas; repetindo, no final do texto, pode dizer “pretendo ser candidato”.
· Se criar um Blog, e postar artigos, comentários, publique o link no seu Facebook;
· No Facebook, adote uma conduta única; de nada adianta postar trabalho comunitário, participação em reuniões, posicionamento político, e depois postar um vídeo ou banner de mau gosto; mantenha uma conduta linear, tenha uma postura séria, cuide bem de sua imagem.
· Cuidado com o excesso de postagens num só dia, as pessoas podem se cansar; utilize poucas fotos e textos curtos; não bombardeie as pessoas com excesso de informações;
· Não repasse correntes; não crie polêmicas desnecessárias com posicionamentos radicais sobre temas que ferem a liberdade individual das pessoas, como religião, orientação sexual, etc;
· Analise a viabilidade de transformar seu perfil de Facebook em página, pois os mecanismos de controle estatístico podem ser uma boa ferramenta para medir o resultado de seu marketing pessoal;
· Quer saber de que assunto pode falar? Que bandeiras defender? Informe-se. Interesse-se. Leia jornais diariamente. Os jornais estão na palma de sua mão, na tela do seu celular, gratuitamente, basta baixar aplicativos e os terá 24 horas à sua disposição. Leia, saiba o que está acontecendo, entenda as situações políticas, acompanhe os índices econômicos e sociais do país e de seu município, e com isso, rapidamente estará apto a falar e escrever sobre estes temas de forma coerente.
· Sempre consulte as fontes. Não fale de coisas que não tenha certeza. Não repasse informações exageradas, tendenciosas e que podem estar publicadas em sites não confiáveis. Não apresente índices sem consulta às fontes confiáveis.
Acima de tudo, orgulhe-se de estar na política. É através da política que uma cidade se organiza, cresce, oferece infraestrutura à população como postes de luz, distribuição de água, coleta de lixo, escolas, etc. Tudo isso é posto em pratica através da ação dos agentes políticos. Então, faça parte da política com orgulho e mude a realidade através de um cargo eletivo. Há muito mais bem do que mal acontecendo, o que ocorre é que somos bombardeados negativamente com muita intensidade, pois mídia negativa vende muito. Não se deixa influenciar pelos escândalos, adote atitude íntegra, séria e esteja realmente disposto a se candidatar para fazer diferente, para criar uma sociedade mais justa e equilibrada, e acima de tudo, mostre para as pessoas que essa é a sua forma de viver, e será sua forma de trabalhar.
Em suma, aproveite das permissões legais para mostrar a pessoa de bem que você é, mostrar dignidade, preocupação com o bem comum, disposição para por em prática ações que realmente tornem sua cidade um lugar melhor para se viver.